segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Avaliação dos Jogos


Jogo 1: Jogo da Matemática no Zuzubalândia
Nível de Dificuldade: 5º ano


Conteúdo relacionado: soma e subtração


Competências a serem desenvolvidas: Raciocínio rápido
Duração na realização em sala de aula: 10 a 15 minutos


Número de jogadores envolvidos: 1
Com este jogo o aluno estará resolvendo contas de adição e subtração sem estar na sala de aula e copiando do quadro, pois a utilização dos computadores podem tornar as aulas mais atrativa aos alunos. Neste jogo eles também estarão desenvolvendo o raciocínio, pois podem realizar as contas mentalmente e verificar se sua resposta está correta.



Jogo 2: Calculadora quebrada

Nível de dificuldade: Ensino fundamental (6° ano)
Conteúdo relacionado: Operações básicas: soma, multiplicação, divsão e subtração
Duração: 15 a 20 minutos
Número de jogadores: um ou dois jogadores
Tem por objetivos reforçar as operações básicas, e desenvolver o raciocínio.

Jogo 3: Tabuada de multiplicar

Nível de dificuldade: Ensino fundamental (5° ou 6° ano)
Conteúdo relacionado: tabuada
Duração: 30 minutos
Números de jogadores: um jogador
Tem por objetivos ensinar a tabuada de uma forma diferenciada através do uso do computador, e a operação inversa a multiplicação.
Link do jogo: http://www.jogosdematematica.net/tabuada-de-multiplicar.html

sábado, 17 de novembro de 2012

Geometria Hiperbólica

O surgimento da geometria hiperbólica é com certeza um dos capítulos mais interessantes da história da matemática. Durante séculos a matemática (e os matemáticos) ficaram intrigados com o enunciado do 5o Postulado de Euclides "Se uma linha reta atingindo outras duas linhas retas faz os ângulos interiores de um mesmo lado da linha menores que dois ângulos retos, as duas linhas retas, se estendidas indefinidamente, se encontram daquele lado da linha no qual os ângulos são menores do que dois ângulos retos". Tanto devido ao contraste deste enunciado original com a clareza com que foram enunciados os outros postulados, como devido ao fato de Euclides evitar o máximo possivel fazer uso deste postulado na demonstração das proposições, suspeitou-se durante dois mil anos da independência deste postulado, ou seja, imaginava-se que este fosse apenas uma proposição que pudesse ser demonstrada utilizando-se os outros postulados. Ao longo dos séculos, diversos enunciados equivalentes ao 5o. Postulado foram feitos, o mais popular de todos sendo o de John Fairplay (1748-1819): Por um ponto não contido em uma reta dada, pode ser traçada uma e apenas uma reta paralela a reta dada. Este enunciado acabou batizando o 5o. Postulado com o nome de Postulado das Paralelas. Durante o século 18 diversos matemáticos, tais como Girolomo Saccheri e Johann Heinrich Lambert tentaram demonstrar o 5o. postulado. Apesar de não serem bem sucedidos em seu intento (o que não nos surpreende hoje em dia, pois sabemos ser um postulado realmente independente), conseguiram diversos e importantes avanços. Foi provado, por exemplo, que sem o Postulado das Paralelas, obtem-se que a soma dos ângulos internos de um triângulo pode ser maior ou menor do que p. A falta ou excesso (a diferença entre a soma dos ângulos internos e p) depende da área do referido triângulo, de modo semelhante ao que ocorre em uma esfera. Apenas na primeira metade do século 19, começou-se a suspeitar que o Postulado das Paralelas fosse realmente independente dos demais.da independência do Postulado das Paralelas. Matemáticos como Carl Friedrich Gauss (1777-1855), János Bolyai (1802-1860) e Nicolai Lobatchevsky (1793-1856) trataram da questão ao considerar três situações distintas: Por um ponto não contido em uma reta dada, passa mais de uma, apenas uma ou nenhuma reta paralela a reta dada. Por suspeitarem da independência do Postulado das Paralelas, ou seja, de que sua negação poderia gerar uma geometria consistente, sem contradições, desenvolveram de forma axiomática um estudo amplo e detalhado de uma geometria que assumia a existência de mais de uma reta paralela (a terceira hipótese, da inexistência de retas paralelas pode ser descartada, conforme vremos mais adiante), criando o que veio a ser chamada com o tempo de Geometria de Lobatchevsky ou Geometria Hiperbólica. No entanto, as dúvidas referentes a consistência desta nova geometria, só foram dirimidas no final do século, quando matemáticos como Eugenio Beltrami, Henri Poincaré e Felix Klein criaram modelos euclidianos para esta geometria. A criação de modelos euclidianos para a geometria hiperbólica resolve a questão da consistência desta geometria, pois qualquer eventual contradição a ser encontrada implicaria em uma contradição existente na geometria euclidiana, ou seja, as geometrias hiperbólica e euclidiana tem o mesmo grau de consistência (uma descrição detalhada sobre a equivalência entre a consistência destas duas geometrias pode ser encontrada em Po1). Este texto esta dividido em três seções. Na primeira delas apresentamos os axiomas da geometria neutra e alguns resultados decorrentes destes axiomas. Por geometria neutra entendemos todos os resultados e construções que podem ser feitos prescindindo de qualquer versão do Postulado das Paralelas, seja em sua versão euclidiana ou em sua versão hiperbólica. Os axiomas que iremos apresentar são equivalentes, e bastante similares aqueles adotados por David Hilbert em seu famoso Grundlagen der Geometrie (Hi). Na segunda seção introduzimos o Axioma Hiperbólico das Paralelas e desenvolvemos uma série de resultados que podem a primeira vista causar certa estranheza, enfatizando a importância do Axioma das Paralelas. Não se preocupem com esta sensação, inúmeros matemáticos, incluindo C.F. Gauss, aparentemente passaram por este mesmo processo. Aos leitores interessados em se aprofundar no estudo axiomático de geometria hiperbólica, sugerimos os livros de Roberto Bonola ( Bo) e Luiz Fernando C. da Rocha (Ro). Em particular, citamos o excelente texto de Ramsay e Richtmyer RaRi, que trata da questão de consistência e categoria dos axiomas hiperbólicos. Na terceira e última seção apresentamos dois modelos para a geometria hiperbólica, conhecidos como disco de Poincaré e o semi-plano de Lobatchevsky. Realçamos que a palavra modelo é empregada aqui no sentido pleno do termo, ou seja: qualquer afirmação que seja provada a partir de algum modelo, pode ser demonstrada a partir do corpo de axiomas da teoria. Em outras palavras, sob o ponto de vista de conteúdos, nada perdemos ao trabalharmos diretamente com os modelos, sem fazermos menção à estrutura axiomática. A grande vantagem de se trabalhar com modelos é a possibilidade de desenvolvermos uma percepção bastante refinada sobre a geometria em questão. Os modelos exercem para a geometria a mesma função que um bom atlas exerce para a geografia: apesar de os mapas apresentarem distorções, estas são quantificáveis e razoavelmente "bem comportadas", de modo que podemos nos situar de forma bastante satisfatória apenas através de nossos mapas. 

Referência: FIRER, Marcelo. Geometria hiperbólica. Disponível em: http://www.ime.unicamp.br/~mfirer/geometria.html . Acesso em: 17 de novembro de 2012.

Geometria Melecular


acompanhe os exemplos abaixo e confira os ângulos das diferentes estruturas atômicas:
 
Essa é uma molécula presente em nosso DNA chamada de histona, ela possui uma estrutura plana, portanto dizemos que sua geometria é molecular linear. Repare que o ângulo das ligações é de 180°.
A molécula de água (H20) é um exemplo de estrutura angular, os átomos de hidrogênio se posicionam formando ângulos de 104,5°. Dizemos então que essa é uma molécula de Geometria molecular angular.


A geometria das moléculas é determinada pela posição dos átomos nas ligações, 
A molécula BH3 é um exemplo da Geometria molecular trigonal, essa forma é caracterizada pelo ângulo de 120° entre as ligações.
 
O metano (CH4) retrata a Geometria molecular tetraédrica, a presença dos 4 átomos de hidrogênio e a formação do ângulo de 109,5° confirmam.

Referência: ALVES, Líria. Geometria Molecular. Disponível em: http://www.brasilescola.com/quimica/geometria-molecular.htm. Acesso em: 17 de novembro de 2012.

Regras básicas na matemática


Regra de Sinais: como é que isto funciona na prática? 
Adição/Subtração
→ menos com menos: soma e conserva o sinal;
→ mais com mais: soma e conserva o sinal;
→ menos com mais: subtrai e conserva o sinal do "maior".
Multiplicação/Divisão
→ menos com menos: dá mais;
→ mais com mais: dá mais;
→ mais com menos: dá menos.
Referência: REGRA dos Sinais. Disponível em: http://www.matematica.com.br/site/ensino-fundamental/109-numeros-inteiros/388-regra-de-sinais.html. Acesso em: 17 de novembro de 2012.
ORDEM DAS OPERAÇÃO EM EXPRESSÕES
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, multiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em uma única expressão. Para resolver as expressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:

Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a subtração, também na ordem em que aparecerem. 
Exemplo:
123 + 120 – 65 + 39 x 3 – 83 
243 – 65 117 – 83 
178 + 34 
212
Referência: NOÉ, Marcos. Resolvendo Expressões Numéricas.  Disponível em: http://www.escolakids.com/resolvendo-expressoes-numericas-i.htm. Acesso em: 17 de novembro de 2012.

O que é um fractal?


Afinal o que é um fractal? Esta palavra foi criada por Benoit Mandelbrot para descrever um objecto geométrico que nunca perde a sua estrutura qualquer que seja a distância de visão. Deriva do adjectivofractus, do verbo frangere, que significa quebrar. Mandelbrot classificou desta forma os seus objetos de estudo pois estes possuíam uma dimensão fracionária, uma dimensão não inteira. As dimensões fraccionárias tornaram-se uma forma de quantificar qualidades que, de outro modo, permaneceriam sem dimensão precisa: o grau de irregularidade  ou tortuosidade de um objecto. Uma linha de costa sinuosa, por exemplo, impossibilita a sua medição em termos de comprimento, mas possui um grau determinado de irregularidade. A palavra fractal acima de tudo significa auto-semelhante. A auto-semelhança é a simetria através das escalas, ou seja, um objecto possui auto-semelhança se apresenta sempre o mesmo aspecto a qualquer escala em que seja observado. Se repararmos, todas as formas geométricas ortodoxas, perdem a sua estrutura quando são ampliadas ou diminuídas. Um círculo numa escala muito maior não é nada mais do que uma reta. Basta ter em mente que à apenas 500 anos se pensava que a Terra era plana. Isto acontece porque à escala humana não vemos mais do que uma linha recta no horizonte. No entanto a maior parte dos objetos com que lidamos no nosso dia a dia não são retas, nem esferas, nem cones. Olhando, por exemplo, para um tronco de uma árvore, verificamos que é extremamente rugoso e irregular. Se observarmos um pequeno pedaço desse tronco ao microscópio observamos novas rugosidades e irregularidades que antes não tínhamos observado. No entanto esta imagem assemelha-se bastante à anterior. È esta irregularidade regular que caracteriza um fractal. As imagens de fractais geradas por computador são o resultado de iterações, operadas num sistema não linear, de forma recursiva  e que possibilitam a quem os observa, imagens de grande beleza e a compreensão desses mesmos sistemas.

Referência: O que é um fractal? Disponível em: http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm24/principal.htm . Acesso em: 17 de novembro de 2012.