quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Implicações para a Prática Docente

Implicações para a Prática Docente

“Alguns professores procuram caminhar numa zona de conforto onde quase tudo é conhecido, previsível e controlável”. (p. 56)
A maioria dos professores tem medo do desconhecido, muitas vezes dão suas aulas apenas do modo tradicional, por medo de perguntas que possam surgir dos alunos, que eles não saibam responder. Outra questão seria na parte técnica dos computadores, que por ventura podem não ligar, não funcionar o programa que o professor vai usar ou a internet. Desta forma os professores preferem não se ariscar e permanecer na zona de conforto.

“Se o espaço físico não comporta todos os alunos, temos que dividir a classe, desenvolver a mesma atividade para diferentes turmas”. (p. 63)
Este também é um grande problema enfrentado pelos professores nas escolas, pois muitos laboratórios de informática não tem capacidade para suportar 40 alunos (quantidade que normalmente encontramos nas salas de aula), e para trabalhar com os alunos fica difícil, porque ou eles dividem a turma e trabalham em horários diferentes ou trabalham com 2 alunos em cada computador, o que dificulta o aprendizado dos mesmos.

“Aqui vale observarmos o fato de que lançar mão do uso de tecnologia informática não significa necessariamente abandonar as outras tecnologias. É preciso avaliar o que queremos enfatizar e qual a mídia mais adequada para atender o nosso propósito.” (p. 64)
Existem outras tecnologias que o professor pode utilizar para enriquecer sua aula como a calculadora, jogos, materiais manipuláveis, entre outros que colaboram para o aprendizado dos alunos, por isso apesar das dificuldades encontradas na utilização dos computadores, os professores não podem usá-la como desculpa para não usar nenhuma das tecnologias, mas uma porta que se abre para buscarem outras formas de ensinar.

“Muitos professores desistem quando percebem a dimensão de zona de risco. Evitam qualquer tentativa nesse sentido. Muitas vezes assumem e justificam essa postura baseados ou no fato de que acham que computadores não são para escola, ou que não estão preparados e não encontram condições de trabalho na escola.” (p. 66).
Os professores que tem mais dificuldades em mexer no computador precisam procurar cursos que os auxiliem, pois desta forma eles saberão preparar e conduzir aulas com o auxilio do mesmo. Sendo assim os professores irão perder o medo e sair da zona de risco, proporcionando uma aula dinâmica e divertida tanto para ele quanto para o aluno.




Referência:
Borba, Marcelo de Carvalho. Informática e Educação Matemática / Marcelo de Carvalho Borba, Miriam Godoy Penteado. - 4. ed. - Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010. 104p. (Coleção Tendências em Educação Matemática, 2)




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